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Noticias/ Actividades

O Caso Ruben

Era bem conhecido pela polícia.
No dia seguinte andava de mota sem capacete e dizem os polícias passou um sinal vermelho e
por isso seguiram-no disparando balas
de borracha dizem.
E assim ruben, em velocidade fugindo ruas afora, entrou numa rua sem saída, subiu o passeio e, “fugindo ou apanhado por uma bala atirada para o ar”, dirá a sentença do tribunal despistou-se,
caiu sobre caixa de eletricidade.

Para mais informação: https://plataformagueto.wordpress.com/noticias/o-caso-ruben/

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Hip-Hop pela Justiça

Dia – 16 de Novembro

Entrada – 6€

Rua – Rua Luz Soriano, 63, Lisboa, Bairro Alto “Teatro do Bairro”

Começo apartir das 22h

Festa de solidariedade com a familia de Kuku

Resposta a Alta Comissaria (A.C.I.DI)

“Por uma vez, os negros servir-se-ão das palavras de que têm vontade de se servir, e não já somente das palavras que os brancos estão dispostos a ouvir.”

Kwame Ture (Stokely Carmichael), 1967.

Para ler a noticia completa: https://plataformagueto.wordpress.com/noticias/resposta-a-alta-comissaria-a-c-i-di/

Jornal Liberal – o comunicado da Plataforma Gueto sobre o Bairro da Santa Filomena
http://liberal.sapo.cv/noticia.asp?idEdicao=64&id=36656&idSeccao=542&Action=noticia

Comunicado sobre as Demolições em no Bairro de Santa Filomena

A Plataforma Gueto vem por este meio denunciar a forma racista e desumana como, no Bairro de Santa Filomena, está a ser conduzido o processo de demolição de casas e de desalojamento dos moradores.
Declaramos que:

1- Uma parte da população do bairro está a ser deliberada e criminosamente desconsiderada neste processo.

O recenseamento do PER, de 1993, anterior às últimas vagas de importação de mão-de-obra barata, nos períodos extraordinários de regularização de 1996 e 2002, que vieram preencher as necessidades da explosão do mercado de construção e de serviços, fruto dos subsídios da U.E., e que permitiram a Portugal levantar pontes, centros comerciais, estádios, estradas, linhas de metropolitano, condomínios fechados e tantas outras infra-estruturas. Hoje, 19 anos mais tarde, esse recenseamento é obsoleto, ignorando os moradores que se instalaram após 1993 e tanto contribuíram económica, social e culturalmente para este país.2- Este é um processo de higienização urbana e, como tal, não estão a ser respeitados os direitos humanos da população que a Câmara Municipal da Amadora pretende deslocar.

Estes trabalhadores, altamente vulneráveis perante a crise económica, são, na conjuntura actual, considerados mão-de-obra supérflua. É por isso que estão a ser expulsos dos seus lares, deslocados como objectos e afastados do centro da cidade. Este fenómeno tem contornos de:

• Especulação imobiliária – existe pressão dos residentes do empreendimento de Vila Chã para remover o Bairro de Santa Filomena da vizinhança, dado que o valor dos apartamentos é reduzido pela proximidade do bairro;
• Campanha eleitoral – os votos dos residentes adversos à existência do Bairro de Santa Filomena estão aqui em causa. Enquanto isto, os direitos da população do bairro, constituída maioritariamente por imigrantes (pessoas sem direito ao voto), são negligenciados;
• E evidente racismo ambiental – assistimos à expulsão dos moradores negros e imigrantes para as zonas periféricas da cidade, mal servidas de transportes e serviços básicos, e onde a única presença institucional são as forças policiais e órgãos dos serviços sociais.

3- Através de mentiras, estão a ser feitos esforços por parte da Câmara Municipal da Amadora e da Santa Casa da Misericórdia para neutralizar qualquer resistência da população, alegando terem sido prestados apoios e alternativas aos moradores.

Os técnicos sociais da Câmara Municipal da Amadora e da Santa Casa de Misericórdia estão a tentar prevenir uma resposta colectiva dos moradores do bairro, servindo-se de dados pessoais compilados durante a prestação de serviços sociais. Oferecem soluções individuais de curto prazo, como a “caução e renda”, disponibilizadas através do fundo de emergência social. Esta “caução e renda” consiste no pagamento de 2 meses de renda no mercado de arrendamento livre, após o qual os visados não terão qualquer auxílio.
Face à frágil situação económica e às dificuldades na obtenção de emprego, após os 2 meses de “apoio”, nenhuma das famílias terá condições de sustentar o pagamento de uma renda. Portanto, aquilo que, nos meios de comunicação social, foi chamado de “soluções propostas que alguns moradores recusaram” é uma forma de ludibriar os moradores para levá-los a sair das suas casas de maneira a que estas possam ser demolidas e, simultaneamente, a Câmara Municipal seja ilibada de todas assuas responsabilidades.

4- Está a ser levada a cabo uma campanha de chantagem e pressão sobre os moradores do Bairro de Santa Filomena.
Assistentes sociais e outros técnicos da Câmara Municipal e Santa Casa de Misericórdia estão a ceder à polícia, fiscais e outras entidades envolvidas neste processo, dados pessoais sigilosos, recolhidos anteriormente para efeito de apoios sociais. Agora, toda essa informação serve para chantagear e pressionar os moradores que recusarem os apoios supracitados, de modo a que estes abandonem os seus lares.

5- Todo este processo está a ser assegurado pela violência física e psicológica das forças policiais.

O Bairro de Santa Filomena está ocupado por agentes de forças paramilitares da polícia que intimidam os moradores, violentando-os física e psicologicamente. Esta presença policial, tal como os assistentes sociais, demonstra o seu carácter racista no trato que dispensa aos moradores, chegando apontar-lhes armas de fogo como forma de coacção.
Alguns exemplos podem ser dados:
• Os acima referidos técnicos estão a sugerir a moradores negros que abandonem Portugal e regressem “à sua terra”. Fazem isto até a pessoas que já possuem nacionalidade portuguesa, residem neste país há mais de duas décadas e aqui construíram as suas vidas e os seus relacionamentos humanos.
• Um morador que recusou abandonar as suas posses após a demolição da sua habitação, foi detido violentamente. Isto ocorreu após assistentes sociais, em forma de retaliação, terem alertado agentes policiais para a “situação irregular” do morador;
• Perante a entrega duma carta, por parte dos moradores, com a exposição da dramática situação à entrada da Câmara Municipal da Amadora, a polícia respondeu com agressões físicas.

Face a tudo isto, os movimentos abaixo-assinados vêm exigir à Câmara Municipal da Amadora:

• A suspensão imediata das demolições;
• O realojamento imediato das pessoas que ficaram sem casa por causa das demolições já realizadas;
• O recenseamento de todas as pessoas que ficaram fora do PER.• Uma solução colectiva, ou seja, que responda ao problema do Bairro de Santa Filomena enquanto comunidade.

Vêm ainda exigir ao Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural que tome uma posição pública sobre este processo (e outros processos de desalojamento/realojamento), uma vez que a maioria dos moradores do bairro são imigrantes ou seus descendentes e têm no A.C.I.D.I. a sua maior representação institucional.
Devemos recordar o Decreto de Lei 167/2007,à luz do qual o A.C.I.D.I. tem a obrigação de “Promover o acolhimento e a integração dos imigrantes e das minorias étnicas (…)”, como referido na alínea a), “Combater todas as formas de discriminação em função da raça, cor, nacionalidade, origem étnica ou religião (…)”, como referido na alínea d), e “Contribuir para a melhoria das condições de vida e de trabalho dos imigrantes (…)”, como referido na alínea g).
Estranhamos o silêncio do A.C.I.D.I. e das várias organizações e entidades, que se identificam ou são identificadas como defensoras dos direitos dos imigrantes e podiam, em conjunto, fazer pressão para que este processo fosse conduzido de forma digna e respeitosa para os imigrantes e população negra nacional, garantindo aquilo que é um direito humano altamente mercantilizado nos dias de hoje: o direito à habitação.

PLATAFORMA GUETO

NB: PODEM COPIAR MAS NÃO PODEM MODIFICAR

Boas Irmão e Irmãs, é já no próximo domingo, dia 15 de Janeiro pelas 16:00h.

Espetáculo de Solidariedade para com o Irmão mais velho Sr. Quintino.

Na Associação Khapaz promovida pela Gueto Plataforma.

Com apresentações de espetáculos de magia com Corsino Fortes e teatro fórum com o Valart Grupo de Teatro.

Entrada 2.50€. Todo o valor irá converter à compra da passagem de regresso definitivo ao seu país de origem Cabo Verde, após 41 anos em Portugal.

De volta à Zion.

Todos e todas à rua neste protesto da primavera global amanha 12 de maio as 14hs no rossio, 15h em batalha(Porto) as 15h no jardim manuel bivar(Faro) as 15h na avenida central (Braga) as 15h na praça da republica(Coimbra) as 15h jardim da Liberdade (Santarem) as 14H no jardim das canas(Evora). Plataforma Gueto.
Somos os mais afectados pelo desemprego, pelos cortes na saúde, educação, habitação. Pela repressão policial. Não deixes passar em branco. Escurece este protesto em Lisboa. Mundo fora estão-se a mobilizar contra a situação actual. No entanto nada disto é novo para nós. 5 Séculos de Indignação.

Plataforma Gueto

 

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