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VIII UNIVERSIDADE DA PLATAFORMA GUETO 03/02/2018

30 Jan

A Plataforma Gueto tem desenvolvido um programa de formação política, baseado na ideia de educação popular, com o objectivo de formar uma base de entendimento para a emancipação de negros e negras. Por essa razão, promove desde de 2013, as universidades, para discutir ideias e realidades com o intuito de cultivar saberes importantes para a transformação da nossa condição no mundo. Um espaço livre de moderação eurocêntrica e paternalista que caracteriza outros espaços. Nesse sentido, a Plataforma convida por este meio, a Comunidade para a próxima Universidade, que terá lugar na Cova da Moura, e que vai explorar aspetos da condição negra através da apresentação da peça de teatro “MARIA 28”, do grupo Peles Negras Máscaras Negras- Teatro do Escurecimento, que expõe as condições de trabalho das empregadas domésticas negras em Portugal.

    A Universidade contará também com a presença de Houria Boultedja. Militante política descolonial franco-argelina, Houria Bouteldja é representante do PIR (Parti des Indigènes de la République). A sua obra vem-se caracterizando por manter um exercício crítico contra a islamofobia, o racismo e o neocolonialismo. A sua formação inclui estudos em línguas estrangeiras aplicadas ao inglês e ao árabe em Lyon. Participou da fundação dos coletivos Les Blédardes (Los inmigrantes de la Colonia) e “Una Escola Para Todos e Todas”. Em Janeiro de 2005 participou no início da Chamada dos indígenas da República, que deu origem ao movimento radicado em França, do qual é porta-voz: Les Indigènes de la République, que luta contra a discriminação contra os descendentes da histórica colonial e contra a ideologia racista e colonialista. Em 2014 recebeu o prêmio de Combate contra a Islamofobia da Islamic Human Rights Commission. Participou como coautora nos livros La Révolution en 2010: les vrais enjeux de 2007 e Nous sommes les indigènes de la République.

Houria vem apresentar o seu livro “Los blancos,los judíos y nosotros. Hacia una política del amor revolucionário (editorial Akal 2017), originalmente publicado em 2015 (Les Blancs, les Juifs et nous: Vers une politique de l’amour révolutionnaire, La Fabrique 2015). O presente livro pode ler-se como um manifesto descolonial para o século XXI ou mais precisamente como um convite ao amor revolucionário, que não pertence ao romantismo, senão a justiça. É uma chamada a descolonizar o mundo, a reconhecer que o privilégio de alguns poucos se constrói sobre a opressão de muitos.

 

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Publicado por em Janeiro 30, 2018 em Plataforma Gueto

 

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