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Conversa com Ládio Veron/Ava Taperende na COVA da Moura dia 4 de Junho – 11h00

03 Jun

Chama-se Ládio Veron e também Ava Taperende que significa pequeno caminho luminoso. Este é seu nome verdadeiro atribuído pelo seu povo Guarani. O outro nome foi-lhe imposto porque quando ele nasceu o estado brasileiro proibia o registro dos nomes indígenas. Ele é representante de uma grande assembleia indígena Guarani-Kaiowá do estado brasileiro de Mato Grosso do Sul. Está em Portugal representando esta comunidade, a mais numerosa do seu país, com cerca de 45 000 pessoas em risco. Está de viagem por 12 países europeus à procura de apoio político para que as pessoas daqui se sensibilizem com a causa dos Guarani-Kaiowá que estão a passar um momento muito difícil, sendo oprimidos pelo governo brasileiro e pelo agronegócio. Ele salienta que as suas terras foram devastadas e tomadas pelos latifúndios e dos grandes proprietários. Ele vai estar no próximo dia 4 de junho de 2017 na Cova da Moura.

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Guarani-Kaiowá possui uma história de terror e a situação fica cada vez mais complicada todos os anos. As terras dos Kaiowá foram reconhecidas pelo governo brasileiro em 1999. Desde aí foram invadidas pelas plantações de monoculturas e pelas fábricas. O que eram grandes florestas agora são oceanos de plantações transgénicas e usinas de etanol. Muitos dos Guarani-Kaiowá vivem à beira das estradas, sofrendo desnutrição e envenenamento dos pesticidas. São frequentemente atacados pelos paramilitares e forças armadas do agro-negócio que ocupam as suas terras. Depois dessa viagem “pretendemos ter a presença de observadores internacionais em Aty Guasu (Grande Conselho dos Guarani-Kaiowá) que vai se realizar do dia 26 a 31 de agosto no Mato Grosso Sul, Brasil. Também, queremos salientar que s observadores são bem-vindos durante o ano todo a fim de documentarem as condições de vida dos Guarani-Kaiowá e s as práticas do agronegócio. Alguns observadores terão de colaborar em projetos diferentes que são essências para a sobrevivência dos Guarani-Kaiowá, tais como:
• Fornecer internet para as vilas Guarani-Kaiowá;
• Fixar aparelhos de internet necessários para a construção de uma rede internacional com as populações indígenas e não indígenas”.

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Publicado por em Junho 3, 2017 em Plataforma Gueto

 

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